Marketing

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Será que a Lenovo vai dominar o mundo dos computadores e smartphones? Só sei que já foi muito mais longe do que todos imaginavam.


Lenovo busca rser 'número um' dos smartphones

Fabricante chinesa que lidera mercado global de PCs quer repetir o sucesso na área dos dispositivos móveis, mas o caminho é longo


28 de dezembro de 2013 | 2h 03
ERIC PFANNER , THE NEW YORK TIMES - O Estado de S.Paulo


Nos Estados Unidos, a Lenovo ainda é mais conhecida como a empresa chinesa que adquiriu a divisão de PCs da IBM. Na China, ela é tida como a maior fabricante mundial de PCs, uma força a ser reconhecida em smartphones e uma líder do poderio econômico e tecnológico da nação.

A fabricante de laptops já é a segunda maior marca de smartphones na China, depois da Samsung Electronics. A Lenovo quer avançar a partir desse sucesso e começar a entrar nos mercados ricos dos EUA e de outros países em 2014.

"Nossa aspiração é ser a número um no espaço móvel", disse J. D. Howard, vice-presidente da Lenovo encarregado do desenvolvimento dos negócios com smartphones da empresa fora da China. "Sei que isso parece maluquice, mas há cinco anos, se eu dissesse que seríamos a maior em PCs, as pessoas diziam que estávamos malucos", acrescentou.

A Lenovo foi fundada em 1984 por Liu Chuanzhi. Ele espantou o mundo quando comprou a divisão de PCs da IBM em 2005. Em setembro deste ano, a Lenovo consolidou sua posição no topo do setor de PCs. Ela vendeu mais PCs do que duas grandes empresas americanas, Hewlett-Packard e Dell. A marca respondeu por 16,7% das vendas globais de PCs, segundo as empresas de pesquisa Gartner e IDC.

A força da companhia sempre foi construir laptops muito duráveis, mas ela recentemente se expandiu para os tablets. Em janeiro de 2012, introduziu um novo dispositivo com a marca Yoga, híbrido de laptop e tablet e que opera com o sistema operacional Android, criado pelo Google. Ele é vendido por menos de US$ 300 nos EUA.

"O PC não vai desaparecer amanhã", disse Peter Hortensius, presidente do Think Business Group da companhia, que atende a clientes corporativos. "US$ 200 bilhões é um belo bolo, e achamos que podemos pegar uma fatia maior dele", disse ele, referindo-se as vendas anuais aproximadas do mercado global de PCs.

O IDC prevê que as vendas de PCs cairão quase 14% para 314 milhões de unidades este ano, ante 364 milhões dois anos atrás. "A Lenovo está sentindo a pressão, mas está mais bem preparada para enfrentar a tempestade", disse Jeff Orr, um analista da ABI Research.

Avanço. Um dos motivos são os smartphones. No terceiro trimestre deste ano, a companhia garantiu 13% do mercado de smartphones da China. A Samsung Electronics, que está no mercado há mais tempo, tem 21%, segundo a empresa de pesquisa Canalys. Mas já basta o fato de que a Lenovo está em terceiro lugar no mundo todo, depois da Samsung e da Apple. No verão passado, a empresa vendeu mais smartphones e tablets juntos, do que seus PCs, embora os PCs ainda representem 85% da sua receita.

O que ajudou a Lenovo foi sua posição de liderança em PCs e seu estreito relacionamento com varejistas e operadoras de telefonia móvel na China, o maior mercado de smartphones do mundo. Embora mais de 90% das vendas de telefones móveis da companhia ainda estejam na China, há sinais promissores em outros países.

Os analistas afirmam que grande parte do crescimento das vendas destes aparelhos se registrará em países em desenvolvimento, mas a Lenovo não pretende parar por aí. Entretanto, considerando o vigor da Samsung e da Apple nos Estados Unidos e Europa, uma recém-chegada poderá encontrar dificuldades.

Até mesmo os executivos da Lenovo reconhecem que para desafiá-las no segmento de smartphones, a companhia teria de melhorar muito sua imagem. Para tanto, contratou o ator Ashton Kutcher e o jogador de basquete Kobe Bryant para promover o produto.
/ TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA E CELSO PACIORNIK



terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Quero que você faça o difícil esforço de refletir sobre uma data tão importante para você e suas família, e que ela seja comemorada em sintonia com seu significado.

Desejo a todos um feliz natal!!!

Uma Noite De Paz
Fruto Sagrado

Video Musica "Uma noite de paz" Fruto Sagrado

Você já esqueceu do aniversário de quem você ama.
Já esqueceu o nome de alguém que te ama.
Mas chega o fim do ano e é tudo igual,
Eu acho que vocês acham que eu sou débil-mental!
São mais de 300 dias debaixo da opressão
Medo da guerra, da bala perdida, medo do medo da solidão,
Eu vejo os shoppings lotados, ruas lotadas,
Avenidas decoradas por corações vazios...

Feliz Natal! Pra criança deixada na rua...
Noite Feliz! Praquele que não tem o que comer!
Feliz Natal! Pro pai desempregado...
Noite sem paz! Praquele que a morte veio ver!
Uma noite de paz! Uma noite...

Estava desconfortável, escuro e frio...
O cheiro dos animais invadia o curral
Onde a virgem Maria trouxe ao mundo
O Príncipe da Paz, o único capaz
De transformar o caos em harmonia,
A tempestade em calmaria,
Corações sujos como aquela estrebaria
Em um lindo shopping center decorado pro Natal...

Feliz Natal! O natal que muita gente esqueceu!
Noite Feliz! Pra quem ainda não veio pra festa!
Feliz Natal! O mundo é quem ganhou o presente!
Noite sem paz!
Pra quem esqueceu daquele que nunca te esqueceu!

Feliz Natal! Deixe-o nascer em seu coração!
Noite Feliz! O passado fica pra trás!
Feliz Natal! Você é o presente de Deus!
Noite de paz! A morte morreu de medo ao ver Jesus nascer!
Uma noite de paz! Muito mais que uma noite de paz!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013


Hino 150 (Novo Cântico)
Como água cristalina
de um rio que vai pro mar
a minh’alma vai a ti só pra te adorar
e cantar tua bondade
meu senhor, meu bom jesus

aleluia!
ó minha alma ao senhor louvai
assim como a relva verde
na encosta da montanha
meu amor diante de ti

do mesmo modo se esparrama
se apegando em tua grandeza
minha rocha meu jesus
aleluia!
ó minha alma ao senhor louvai

como a abelha necessita
do néctar de uma flor
eu não sobreviveria
longe de ti ó meu senhor

pois tu és o meu auxílio
minha vida, minha paz
aleluia!
ó minha alma ao senhor louvai aleluia!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A influência do consumidor na estratégia de produção



O consumidor tem o poder de influenciar todas as áreas de uma organização. Portanto a produção não está imune a sua poderosa influência. A maneira mais clara de aproveitar os consumidores na produção é analisando-os e adaptando os objetivos de desempenho as suas necessidades.
Então o produto deve ser adaptado de acordo com o desejo do consumidor, para que a venda do produto seja maximizada. O sucesso de vendas sempre está associado com a satisfação os consumidores, por isso os 5 objetivos de desempenho deve estar alinhado com as necessidades daqueles que são o público-alvo do produto. O parâmetro para decidir qual estratégia será utilizada é o desejo do consumidor, considerando que ele no final das contas irá decidir qual empresa conseguirá destaque entre os concorrentes e também qual é o ciclo de vida do produto e se haverá um novo ciclo.

Como exemplo podemos citar um grupo de consumidores que procuram preços baixos, qualidade alta, entrega rápida vão preferir uma empresa que tenha bons desempenhos em custo, qualidade e rapidez.

Por outro lado consumidores que procuram produtos inovadores, ampla gama de produtos e e grande opção de quantidade e prazo vão preferir empresas com bons desempenhos em flexibilidade, flexibilidade no mix de produtos e flexibilidade no volume ou prazo de entrega.

Estratégia na gestão da produção


Fonte: www.futureware.com

Falar sobre estratégia em qualquer área é um tema muito complexo e difícil de ser definido. Sempre com raízes militares, este termo que é conhecido dentro da cultura bélica como a "arte do general". Porém na administração podemos compreender que estratégia é o padrão global de decisões sobre o caminho que iremos trilhar para alcançar nossos objetivos mais importantes.
A estratégia em uma organização tem uma importância singular e vital devido aos efeitos abrangentes sobre toda empresa e definem a posição da organização no ambiente, na tentativa de alcançar os objetivos de longo prazo.
Dentro da produção a estratégia pode ser organizada em dois níveis:

1) Macro operação
     É mais abrangente e pode ser entendido como um padrão global de decisões que definem o papel, objetivos, e as atividades de produção. Na tentativa de apoiar a estratégia empresarial.


2) Micro operação
    Padrão global de decisões para definição de papéis, objetivos e atividades de cada micro operação na tentativa de apoiar a estratégia da produção.

Neste momento surge uma pergunta: "Como a estratégia de produção realmente se processa?"

Conteúdo e processo de estratégia da produção

Qualquer tipo de estratégia sempre começa com os objetivos e definindo as prioridades.
Na produção os objetivos são medidos em forma de 5 critérios de desempenho(Qualidade, Rapidez, Confiabilidade, Flexibilidade e Custo).

Uma vez compreendido estes conceitos, como que o gestor definirá seus objetivos e prioridades?

A maneira mais sensata e óbvia é analisar as influências dos consumidoresconcorrentes e o próprio estágio no ciclo de vida do produto.





quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Uma perspectiva de consumo racional

QUAL A IMPORTÂNCIA DO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR NO SEU NEGÓCIO?

O estudo do comportamento do consumidor é uma das mais importantes áreas de pesquisa do marketing, sendo um dos seus principais objetivos a sua compreensão. Em conseqüência surgiram várias formas de pesquisarem este comportamento, isso demonstra que há mais de uma forma de estimular a sua mente (SANTOS & CRUZ, 2008).

Uma das principais perspectivas de pesquisa dentro desta área é o estudo do comportamento através do “principio de racionalidade”, dentro deste princípio os consumidores tentam estabelecer um critério de compra, dentro das alternativas que maximizem a satisfação por unidade de custo, considerando a relação de custo x benefício.


HISTÓRICO:

Segundo Santos e Cruz (2008), o início dos estudos sobre o comportamento do consumidor foi entre décadas de 30 e 40, nesta época o foco era na relação entre os efeitos da distribuição, publicidade e promoção. Durante a década de 50, observou-se a fase motivacional que dava ênfase a entrevistas como meio de informações dos consumidores. A forma de pesquisa característica desta época era a realização de grupos, onde eram aplicados testes de percepção para descobrir o real motivo de comportamento de compra. As primeiras teorias sobre esse tema começou a ser desenvolvidos na década de 60, sendo que 1976 Wahab, Crompton e Rothifield, consideravam principalmente o comportamento de compra como racional, lógico e consciente ( Esta é apenas uma perspectiva de análise).

Nessa perspectiva exclui-se a consideração de compra por impulso, e outras razões não racionais de compra.

A pesquisa sobre o comportamento do consumidor avançou na tentativa de compreender como a relação de preço e a propaganda influenciam na decisão de compra. Segundo Mowen e Minor apud Santos e Cruz (2008), existem três perspectivas que guiam os estudos de comportamento do consumidor em uma perspectiva de tomada de decisão, a primeira é que prevalece a idéia de comportamento de compra racional, no qual o consumidor passa por fases distintas, em primeiro lugar reconhecendo a necessidade ou o problema, e após isso, leva a pessoa a busca de informações, avaliação das alternativas, escolha e avaliação pós-compra.

Em uma abordagem mais “experimental”, os componentes emocionais e simbólicos são considerados, sendo uma abordagem dos aspectos mais subjetivos considerando que os fatores que levam uma compra não são puramente racionais.

Já na perspectiva da “Influencia Comportamental” são analisados os fatores que influenciam o processo de compra e de decisão dos consumidores, nos níveis individuais e ambientais. Estes fatores são psicológicos, crenças, personalidades, atitudes, motivação e comportamentos. Dentro desta visão o comportamento de compra é afetado por variáveis ambientais tais como normas culturais, pressões econômicas, promoções de venda e outros, que influenciam o indivíduo no momento de avaliação das opções de compra.

PERSPECTIVA RACIONAL:

O que analisaremos neste artigo é a "perpectiva racional", as abordagens de estudo das ciências sociais aplicadas à administração com a perspectiva de análise racional, ancoradas em decisões lógicas e na racionalidade teve seu início nos primeiros anos do século XX, prevalecia nesse período a pesquisa positivista no estudo do comportamento do consumidor, fundamentados no rigor lógico, objetividade e eficiência.

Este conceito teórico de racionalidade trouxe contribuições significativas, mas não conseguiram trazer respostas conclusivas, são abordagens de importância relativa que não conseguiu trazer uma delimitação precisa dos fenômenos envolvidos na análise do comportamento do consumidor (SANTOS & CRUZ, 2008).

Segundo Fontes, Macedo e Souza (2008), esse tipo de abordagem o cliente é considerado como “homos econômicos” segundo a perspectiva da administração clássica, que enxerga as pessoas como seres que reconhecem a recompensa apenas em termos de ganhos financeiros, desprovidos de qualquer motivação subjetiva.

Os axiomas adotados por essas teorias tem como base a crença na capacidade do consumidor em ter acesso a todas as informações, em um tempo curto, sendo que o consumidor sempre realiza qualquer esforço para obter estas informações e que a única motivação de compra é suprir a necessidade de uma forma racional.

Por outro lado, segundo Simon (1997) é o primeiro a relatar de maneira aprofundada a questão da racionalidade limitada do ser humano, ou seja, as pessoas são incapazes por conta própria na maioria dos casos de tomar a decisão de modo a alcançar a otimização dos resultados, ou no caso dos consumidores de satisfação na relação custo x benefício.

Essa limitação pode ser causada por fatores como restrições de tempo, de custo, da capacidade intelectual do indivíduo, limitação da percepção, sendo todos estes fatores considerados como obstáculos para uma melhor qualidade de decisão.

Dentro desta perspectiva da teoria de Simon (1997), assume-se que o ser humano tem limitações próprias que o impedem de realizar as suas decisões com plena consciência, atuando apenas com informações limitadas e condições inapropriadas de tomada de decisão.

Herbert Simon é um grande autor e pesquisador, o ganhador Prêmio Nobel de Economia de 1978, e constituem segundo Serpa e Avila (2004) um ponto de referência no estado atual do conhecimento na área de julgamento e tomada de decisão, Simon (1957) contrastou os métodos considerados mais racionais, dentro da perspectiva da teoria clássica microeconômica, de tomada de decisão, demonstrando as evidências de como as pessoas realmente decidem, e indicou haver uma lacuna entre o que é feito e o ideal. Essa lacuna existe por algumas razões cognitivas: “A capacidade humana para formular e solucionar problemas complexos é muito pequena comparada à capacidade que uma solução, dentro dos padrões de comportamento objetivamente racional, requer” (Simon, 1957, p.31). O conceito de racionalidade está associado à obediência, por parte de quem decide, a um conjunto de axiomas. Esta idéia contrapõe o axioma da invariância, no qual a decisão deve ser a mesma independente da forma na qual ela é apresentada. (SERPA, AVILA 2004).

COMPORTAMENTO DE COMPRA (É SÓ RACIONAL?):

Existe uma expressão que relata a possibilidade de alterar ou manipular as decisões das pessoas, através de mudanças na forma de apresentar as alternativas, o efeito “framing”, esta expressão segundo Tversky e Kahneman (1979) tem relação com o processo de decisão individual e que pode ser dividido em duas etapas. A primeira etapa é de edição e estruturação da tomada de decisão, estruturando e organizando mentalmente as opções, sempre de uma maneira mais fácil para chegar a decisão, sendo que nesta etapa cada opção recebe um peso de importância. Já na segunda etapa do processo de tomada de decisão a avaliação das opções e a escolha definitiva.

A decisão não é feita baseada somente nos valores racionais e objetivos, mas principalmente em relação a um ponto de referência do consumidor, essa é a teoria defendida por Kahneman e Tversky (1979), de acordo com a Teoria das Perspectivas. Essa noção de valor corresponde à noção de utilidade na teoria microeconômica clássica, e representa uma medida de satisfação, que pode ser associada a cada resultado, a tomada da decisão, portanto é associada a valores subjetivos, pessoais de cada um.

Dentro de uma perspectiva clássica de comportamento do consumidor, o modelo de consumo é um processo que pode ser dividido em algumas etapas conforme Mowen (1995):


1. Reconhecimento da necessidade
2. Busca de informações
3. Avaliação das alternativas
4. Decisão de compra
5. Avaliação pós-compra


CONCLUSÃO DE COMO APROVEITAR NO SEU NEGÓCIO ESSAS DICAS:

* Busque a todo custo compreender o seu consumidor melhor que ele mesmo. Você pode utilizar desde recursos simples como uma pesquisa informal com seus clientes, até uma pesquisa de mercado com seu público alvo.

* Coloque as informações do seu negócio, facilmente disponível para seus consumidores. Para que no momento da necessidade ele saiba que você existe. Utilize meios de comunicação: Sites, cartões pessoais, papelaria personalizada, mala direta, mailling, sites, uma fachada bem comunicativa, out-doors, marketing de vírus, promoção e merchandising. Informe!!!

* O seu apelo deve estar de acordo com as necessidades do consumidor, todas aquelas citadas em outro post, quanto mais afinado você tiver com seu cliente, mais sucesso na conquista você vai ter

* Na decisão de compra o consumidor vai escolher aquilo que satisfará ele da melhor maneira custoxbenefício. Não deixe ele tomar a decisão sozinho. Em todas as etapas você deve guiar a decisão dele. Você como profissional é o mais indicado para auxiliar na decisão.

* Após o serviço prestado, supere as expectativas dele, ofereça mais valor. Não esqueça do relacionamento com o consumidor. Se amigo é dinheiro no bolso, é o consumidor que põe o dinheiro lá.




Até o proximo artigo.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Atração e satisfação dos consumidores. Essa é a chave!!


Conforme já exposto neste blog, vivemos a maior crise da odontologia brasileira, caracterízada pela falta de pacientes, pressão por preços baixos e outros fatores que dificultam o sucesso profissional dos odontólogos.

Esta crise é devido a antiga lógica de mercado na odontologia, que existe a cerca de um século, que é a odontologia curativa, ou seja, reparadora. Os dentistas abordam seus pacientes, vendendo serviços como procedimentos que apenas reparam e não preocupados com consultas preventivas, que resulta em uma abordagem de vendas baseada em aspectos técnicos, assim como se vende qualquer outro produto, como computador, televisão, parafuso, etc...

Ensinamos aos nossos consumidores que o serviço odontológico é apenas técnico e reparador, não preventivo como fator fundamental para a preservação da saúde e estética, por isso o brasileiro não percebe a importância de um bom diagnóstico, além de cuidados no planejamento do tratamento para evitar complicações e outros fatores que são fundamentais para a saúde e auto-estima.

Você já parou para pensar porque as pessoas acham o máximo um implante nos seios de uma prótese de silicone, e em muitos casos nem sequer comentam dos dentes ou do sorriso dos outros?

Essa diferença é tudo devido ao VALOR.

O conceito de valor segundo Kotler (2000), é a diferença entre o valor total percebido e esperado em um produto ou serviço.

Mas o valor percebido não é apenas feito pelo lado racional das pessoas, pois o consumidor é mais do que uma máquina que responde apenas as motivações financeiras de forma lógica, ao contrário disso o indíviduo é dotado de subjetividade e capacidade de abstração, dessa maneira as pessoas se comportam por outros fatores além dos racionais, sendo que vários outros aspectos influenciam na sua decisão e avaliação de compra, entre eles, aspectos culturais, emocionais, psicológicos e outros (Cruz e Santos, 2008).

Os consumidores se tornam leais ou fiéis a marca à medida que eles ficam satisfeitos com o produto ou serviço adquirido, sendo que o consumidor julga baseado na expectativa que ele possuía antes da compra e compara durante o momento da compra e na sua utilização (KOTLER, 2000), mas a simples satisfação não é o único fator importante na fidelidade do consumidor, é necessário surpreender.

Os desejos dos consumidores são fugazes, assim como as necessidades, e devem ser classificados segundo Kotler (2000) entre:

- Necessidades declaradas: O que ele diz que deseja
- Necessidades reais: O que ele realmente quer
- Necessidades não declaradas: Pode ser um atendimento diferenciado
- Necessidades de “algo mais”: Um serviço a mais, ou uma lembrança
- Necessidades secretas: Querer auto-estima, Status, Sociabilização (Esse é a chave do sucesso)

Se o sucesso do seu consultório depende da lealdade dos clientes, que é devido a sua satisfação, fica a duvida:

Como fazer para alcançar este nível de satisfação de seus pacientes?

Satisfação é uma impressão que o consumidor tem de algum serviço ou produto, por isso você deve "impressionar" seus clientes, e neste jogo vale quase tudo, desde que seja com bom senso e ética.

Para um melhor planejamento da satisfação, segue abaixo alguns passos mais básicos.

- Avaliação da postura interna e o grau de prontidão da clínica quanto à busca da lealdade do consumidor
- Determinação das necessidades do consumidor
- Avaliação da concorrência quanto à capacidade e diferenças existentes entre a clínica e os concorrentes, em termos de satisfação e lealdade dos clientes
- Medição do grau de satisfação e lealdade dos clientes
- Análise das informações e o cálculo do índice de valor do cliente
- Definição, implementação e monitoramento de planos de ação. Envolve o agrupamento dos problemas identificados, a análise das causas e implantação de ações corretivas.

Falaremos mais deste assunto no próximo post.


Gleidson Reis

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Porque o mercado odontológico esta em crise



O mercado de serviços odontológicos está passando por uma crise profunda, pois cada vez mais dentistas são despejados pelas faculdades nos grandes centros, sendo que as principais cidades do país estão saturadas deste tipo de profissional que atua com a odontologia curativa, causando um efeito de depreciação do profissional e diminuição da lucratividade.

O aumento das faculdades de odontologia, o nível de competição do mercado, a falta de inovação nos serviços e também o considerável aumento do conhecimento dos clientes a respeito do assunto, nivelaram os procedimentos e os profissionais, deixando o mercado odontológico selvagem. Dentro deste cenário altamente competitivo, os cirurgiões dentistas são obrigados a diminuírem suas margens de lucro a níveis nunca antes praticados para conseguir sobreviver no mercado, mesmo assim muitos fecham as portas por falta de pacientes.

Nesta disputa que se encontra o mercado odontológico brasileiro, é necessário compreender melhor o consumidor deste tipo de serviço, para que possa atendê-lo melhor, através de uma oferta que o atraia e o satisfaça, isso é MARKETING.

Segundo Kotler (2000), o papa mundial do marketing, os clientes sempre avaliam a oferta que lhe proporciona mais valor, procurando sempre maximizar este valor, dentro dos limites dos custos envolvidos e do conhecimento disponível que o cliente tem.

O cliente forma uma expectativa de valor e age baseado nele, sendo que a repetição da compra depende do produto ou serviço satisfazer esta expectativa.

Em um mercado de rápidas mudanças e de grande competição, o marketing e o estudo da satisfação através do valor, é o que pode propiciar vantagens competitivas em ambiente de negócios crescentemente complexos (DOMINGUEZ, 2002).

Em consequência a todos estes fatos, o cirurgião dentista tem que abandonar a idéia de ser mais um dentista, tem que ir além, o profissional de sucesso é um profundo conhecedor da mente do seus pacientes e não apenas da boca.

Segundo Guttman (1982), "Todos os consumidores agem baseados em valores"

A crise odontológica é a crise do conhecimento sobre o consumidor.

Gleidson Acassio dos Reis

Referências:

GUTMAN, Jonathan. A means end chain model based on consumer categorization processes.
Journal of Marketing, v .46, n. 2, p.60-72. Spring 1982.
KOTLER, Philip. administração de marketing. São Paulo: Altas, 2000.
ZANETTI, Carlo Henrique Goretti. A crise da Odontologia brasileira: As mudanças estruturais do mercado de serviços e o esgotamento do modo de regulação Curativo de Massa. Ação Coletiva, Brasília, v.2, n.3, p. 11-24, jul./set. 1999. Disponível em: <>. Acessado em: 15, agosto. 2008.